10 mitos e verdades sobre exames laboratoriais

10 mitos e verdades sobre exames laboratoriais

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10 mitos e verdades sobre exames laboratoriais

Só é necessário fazer exames laboratoriais para obter diagnóstico de doenças?

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) apresenta uma relação de Mitos e Verdades sobre os Exames Laboratoriais, com a finalidade de esclarecer dúvidas e desfazer equívocos de pacientes e profissionais de saúde sobre a realização desses exames e a importância dos laboratórios clínicos na cadeia de assistência à saúde. Confira:

1. MITO: Os exames laboratoriais são responsáveis por grande parte do desperdício dos gastos na assistência à saúde.

VERDADE: Os resultados de exames laboratoriais apoiam cerca de 70% das decisões médicas. Os gastos com exames laboratoriais representam um percentual muito baixo do total dos custos em saúde: 1,3% na Alemanha e 2,4% nos Estados Unidos.

2. MITO: Muitos exames laboratoriais, quando realizados para avaliação do estado da saúde de uma pessoa aparentemente saudável, apresentam resultados normais e, portanto, desnecessários.

VERDADE: Com o advento da medicina preventiva, os exames laboratoriais passaram a ter papel fundamental na avaliação do estado da saúde das pessoas e também na avaliação de risco para diversas doenças, como por exemplo, a dosagem do colesterol total, frações e triglicérides para avaliação do risco cardiovascular.

A utilização dos exames com esta finalidade tem grande impacto

na detecção precoce e permitem o tratamento muito antes do

aparecimento de suas complicações.

A prevenção, detecção precoce e o controle das principais doenças crônicas, tais como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemias, câncer de próstata, câncer do colo de útero, entre outras, resulta na redução do custo da assistência à saúde e garante uma excelente qualidade de vida às pessoas por um período prolongado de sua vida.

3. MITO: Os laboratórios clínicos têm influência na quantidade de exames solicitados pelos médicos.

VERDADE: Os laboratórios clínicos recebem os pacientes com

pedidos de exames solicitados pelos médicos e realizam apenas os

procedimentos ali descritos.

Não têm influência na decisão médica em relação à quantidade ou

tipo de exames a serem realizados.

No entanto, é inegável o papel relevante do laboratório clínico em disseminar conhecimentos relativos à medicina laboratorial junto à comunidade médica, assim como assessorar o médico, quando solicitado a definir os exames mais adequados para um paciente, para fins de diagnóstico, acompanhamento clínico e também na interpretação dos resultados.

4. MITO: De 35% a 50% de resultados não são retirados pelos pacientes.

VERDADE: Diversos artigos, reportagens e entrevistas publicadas na mídia com essa afirmação não apresentam fontes de referências ou base de dados fidedigna.

Muitos resultados — como aqueles que apresentam valores críticos — são comunicados pelos laboratórios diretamente aos médicos. Pacientes recebem resultados por e-mail, telefone, SMS e outros meios; acessam os resultados diretamente no site do laboratório, entre outros recursos.

Dados obtidos pela SBPC/ML fornecidos por laboratórios clínicos demonstram que o percentual de exames não retirados é inferior a 5% do total.

5. MITO: A realização dos exames é semelhante em todos os laboratórios clínicos. A única diferença perceptível está na qualidade do atendimento na recepção.

VERDADE: Laboratórios que participam de um programa de acreditação da qualidade geram maior segurança aos seus pacientes.

Os programas de acreditação têm como foco assegurar a

segurança dos pacientes por meio de controles de processos e

práticas, tais como a utilização de painéis de indicadores,

controles de qualidade e redução de riscos operacionais.

Além disso, os laboratórios acreditados também primam pela preocupação em oferecer o melhor atendimento na recepção, sempre com foco na segurança do paciente.

6. MITO: Resultados de exames realizados no mesmo dia, em diferentes laboratórios, devem ser todos iguais.

VERDADE: Os exames laboratoriais são procedimentos de avaliação qualitativa ou quantitativa de determinados analitos que possuem variação conforme a metodologia empregada e podem apresentar resultados divergentes entre diferentes métodos ou diferentes laboratórios.

Os resultados representam uma “fotografia” do organismo em um dado momento.

O método definido pelo responsável técnico do laboratório deve

possuir uma avaliação de seu desempenho diagnóstico e analítico.

Os resultados laboratoriais devem ser interpretados em conjunto com os dados clínicos e sempre realizados por profissionais habilitados.

7. MITO: A incorporação dos exames laboratoriais no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável pela insustentabilidade dos sistemas de saúde.

VERDADE: A incorporação de novas tecnologias ao sistema de saúde contribui de forma positiva na assistência à saúde, uma vez que essas tecnologias são importantes para se obter diagnósticos mais precoces, avaliação preditiva etc.

As tabelas de cobertura dos sistemas privado e público de saúde representam apenas uma pequena parte dos milhares de tipos de exames laboratoriais disponíveis atualmente.

A avaliação de inserção desses novos procedimentos tem se mostrado mais restritiva do que flexível.

8. MITO: Só é necessário fazer exames laboratoriais para obter diagnóstico de doenças.

VERDADE: Os resultados dos exames laboratoriais também têm outras finalidades além do diagnóstico de doenças. São importantes, por exemplo, para a triagem de doenças e para a definição de seus fatores de riscos.

9. MITO: O número de exames per capita realizados anualmente no Brasil tem crescido devido à falta de critério em suas solicitações.

VERDADE: Diferentes fatores levam a maior utilização dos exames laboratoriais na prática clínica: envelhecimento da população (pacientes idosos realizam cerca de 3,5 vezes mais exames ao ano quando comparados a adultos jovens), maior prevalência de doenças crônicas (mudança epidemiológica), novas tecnologias disponíveis e advento da medicina preventiva.

Existem variações no número de exames solicitados por médicos

de diferentes regiões do país, o que se deve a características do

setor e não representa desperdício de recursos.

10. MITO: Além do jejum, não é necessário mais nenhum preparo para realizar exames laboratoriais.

VERDADE: O jejum pode ser dispensado para diversos tipos de exames laboratoriais, devido ao avanço tecnológico e a estudos científicos que auxiliam na interpretação dos resultados em diferentes estados metabólicos.

Alguns medicamentos, exercícios, alimentação e horário são

fatores que podem influenciar o resultado dos exames. É

recomendado informar-se no laboratório.

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