Com fé e oferendas, devotos lotam Rio Vermelho e reverenciam Yemanjá

Com fé e oferendas, devotos lotam Rio Vermelho e reverenciam Yemanjá

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(Foto: Max Haack/Ag. Haack)

Festa de Yemanjá foi aberta com alvorada antes do amanhecer em Salvador.
Flores, perfumes, espelhos, colares e pentes são principais presentes.

A longa fila que se formou desde a madrugada desta quinta-feira (2), na Rua da Paciência, bairro do Rio Vermelho, em Salvador, é uma das principais demonstrações de devoção à Yemanjá.

Mas a simbologia da reverência do povo baiano, e também de turistas, à “Rainha do Mar” pode ser vista em qualquer ponto da praia do bairro considerado berço das homenagens.

E foi lá no Rio Vermelho que a festa foi aberta com uma alvorada

antes das 5h, quando ainda era a lua que iluminava a orla.

Yemanjá
(Foto: Max Haack/Ag. Haack)

Na fila, centenas de fiéis aguardavam o grande momento de entregar as oferendas na Colônia de Pescadores, onde são guardados os balaios com presentes que vão para o alto-mar em dezenas de embarcações durante a tarde.

Flores, perfumes, espelhos, colares, pentes. Segundo a crença do candomblé, Yemanjá é conhecida pela vaidade.

As flores são maioria, pois as pessoas se dizem mais preocupadas com o cuidado em não poluir o mar.

Em meio à movimentação do Rio Vermelho, há quem espera receber boas energias com um banho de folhas ao longo da Rua da Paciência.

Essa é uma tradição do candomblé. “É para afastar o mau olhado, os inimigos, e ter êxito nos objetivos e abrir caminhos”, explicou Luiz de Tempo, pai de santo que já participa da festa há 20 anos.

Da calçada onde pai Luiz oferta o banho é possível observar os devotos na areia da praia que fica lotada ao longo do dia 2 de fevereiro.

O local se transforma em um verdadeiro tapete branco e azul, cores que representam Yemanjá.

A Cores

“O branco e azul também são referências às cores do mar. Estão

associados. Yemanjá é a grande rainha, mãe de todos”, acredita o

jovem Ubirailton Jambeiro, religioso do candomblé.

Da orla, é possível ver as pessoas organizando os balaios de presentes, colocando flores no mar, pegando barcos para levar as oferendas para longe da costa e também muito samba de roda pelas ruas.

Em mais uma demonstração de fé e tradição, muitas pessoas

fazem questão de se aproximar da Colônia de Pescadores, onde

está o presente considerado “oficial”.

Por lá, a recepção das oferendas ocorre ao longo do dia e, por

volta das 15h30, segundo os pescadores, ocorre um cortejo no

mar com cerca de 200 embarcações que levam os presentes a

Yemanjá.

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