Cotado para ministro do Trabalho votou contra impeachment de Dilma

Cotado para ministro do Trabalho votou contra impeachment de Dilma

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Pedro Fernandes também é investigado no STF (Supremo Tribunal Federal) desde 2013 pela suposta prática dos crimes de peculato e abuso de poder.

O deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), indicado pelo partido para assumir o Ministério do Trabalho no lugar de Ronaldo Nogueira, votou contra o impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

O parlamentar também é investigado no STF (Supremo Tribunal Federal) desde 2013 pela suposta prática dos crimes de peculato e abuso de poder.

Procurado pela reportagem, Fernandes afirmou que a investigação não prejudica sua indicação ao cargo de ministro. Segundo ele, existe um parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República) pelo arquivamento do processo. “Foi uma denúncia inconsistente, coisas da política”, disse. O processo está sob segredo de Justiça.

Nogueira pediu demissão nesta quarta-feira (27), com o argumento de que vai concorrer à eleição de 2018. Em carta entregue ao presidente Michel Temer, o ministro disse que deixava o posto com “sentimento de dever cumprido” e que voltará à Câmara para defender “de forma aguerrida as reformas que modernizem a sociedade brasileira”.

Fernandes disse que foi convidado para o cargo pelo líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO). Segundo o líder, a posse do novo ministro será no dia 4 de janeiro.

VOTAÇÕES

Na votação do impeachment, votou a favor de Dilma. “Sem demagogias, senhor presidente, voto ‘não'”, afirmou no plenário da Câmara.

Nesta quarta, limitou-se a dizer: “me dou bem com o presidente”.

Em 2017, nas duas votações que barraram as denúncias apresentadas pela PGR contra Temer, Fernandes apoiou Temer e argumentou que “o Brasil não aguenta ter presidente de plantão”.

“Senhor presidente, só o Poder Legislativo tem o poder político. Eu acho que, com esse poder político, nós podemos dar uma trégua na crise política deste país. Por isso, senhor presidente, o Brasil não aguenta ter presidente de plantão. Eu voto ‘sim’ ao relatório”, afirmou, na votação da primeira denúncia, em agosto.

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