Rui Oliveira da APLB no encerramento da reunião da Diretoria Executiva em...

Rui Oliveira da APLB no encerramento da reunião da Diretoria Executiva em 30 de janeiro de 2018

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Rui Oliveira

Discurso do professor Rui Oliveira no encerramento da reunião da Diretoria Executiva em 30 de janeiro de 2018.

No período da tarde, com o coordenador do sindicato, professor Rui Oliveira, na direção dos trabalhos, a plenária decidiu:

Realizar o Conselho Geral da APLB-Sindicato nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro.

Fazer uma Moção de Repúdio contra o humorista Renato Fechine

pelas covardes agressões desferidas contra sua companheira.

Ao mesmo tempo, o sindicato pede à Polícia e à Justiça providências contra o agressor.

“A APLB-Sindicato é um dos pilares da luta contra o feminicídio,

contra qualquer agressão à mulher, não podemos deixar um caso

desse passar impune”, afirmou Marilene Betros.

Fazer uma Moção de Repúdio ao assassinato do líder do MST Mário Matos.

A APLB-Sindicato pede providências à Polícia, à Justiça e ao governador Rui Costa para desvendar o covarde crime.

“A luta no campo continua.

Aqueles que batalham por uma vida justa e de igualdade social sofrem o que Márcio Matos sofreu:

ser assassinado em um acampamento de sem terra e na frente do seu filho de 6 anos de idade”, comentou, indignado, Rui Oliveira.

Outra deliberação foi a de seguir as orientações das centrais sindicais e da CNTE na luta contra a Reforma da Previdência,

realizando manifestações no aeroporto de Salvador nos dias 6 e 19 de fevereiro (neste dia haverá paralisação nacional).

Por fim, definiu-se também que a Diretoria Executiva, em Salvador, e a Estadual, nos Municípios interioranos, devem participar da Jornada Pedagógica.

Debates durante a manhã

Voltando aos debates no período matutino, em sua palestra – que foi muito aplaudida e

elogiada – Pascoal Carneiro, presidente da CTB-BA, falou do julgamento do ex-presidente

Lula, destacando sua surpresa em perceber juízes que deveriam julgar, emitindo opiniões

e demonstrando militância política em ataques pessoais contra o líder petista.

Pascoal criticou o governo de Michel Temer, considerando-o um instrumento das forças retrógradas de direita para combater as conquistas dos trabalhadores.

Falou das propostas atrasadas de acabar com a Previdência Social em favor da previdência complementar.

O presidente estadual da CTB criticou também o que considerou equívocos dos governos Lula e Dilma e a inércia de movimentos

sociais que deixaram de ir para as ruas e assim perderam espaço e credibilidade popular.

Para ele, este é o principal desafio de sindicatos e outras entidades sociais: trazer o povo para a luta, para as ruas, uma

vez que Lula continua disparado nas pesquisas para presidente da República e com o crédito político inabalado entre as massas.

Discursos dos dirigentes

Após a palestra de Pascoal Carneiro, foi a vez dos dirigentes da APLB-Sindicato se manifestarem.

O primeiro foi Oduvaldo Terencio Bento, que lembrou do Montepio da Família Brasileira para exemplificar o engodo da previdência privada.

Paulo Bonfim Filgueiras da Silva, em seguida, acrescentou mais críticas à previdência privada e levantou suspeitas sobre

espionagens norte-americanas no Brasil, com finalidade de enfraquecer os governos populares e democráticos.

Jurandir Gregório Nascimento Júnior falou de equívocos cometidos nos governos Lula e Dilma que retrocederam direitos dos trabalhadores, principalmente na reforma previdenciária.

Ele afirmou que é uma balela a afirmação do governo Temer de que a Previdência é deficitária. Para ele, isto é pretexto para acabar com

a Previdência Social.

Adriana Oliveira de Souza, diretora da Regional Diamantina Sul, manifestou sua tristeza e indignação por as forças sociais não

terem conseguido se mobilizar fortemente em defesa do ex-presidente Lula no seu julgamento realizado na semana passada pelo TRF-4, em Porto Alegre.

Marcelo Jorge de Almeida Araújo enfatizou que a culpa maior da inércia atual dos movimentos sociais cabe às lideranças e que é preciso investir na juventude para que sindicatos e outras entidades voltem a ser fortes.

Nivaldino Felix apontou como condição objetiva para o povo se levantar contra o governo Temer as reformas e ataques aos

direitos trabalhistas e previdenciários, mas que subjetivamente isto não acontece devido à falta de força dos movimentos sociais.

Para ele, sindicatos e outras entidades se acomodaram durante os governos de Lula e Dilma e agora têm dificuldade em levar o povo às ruas.

José Lourenço Souza Dias entende que os partidos de esquerda perderam sua identidade, por seus dirigentes principais darem mais importância à direção da máquina burocrática.

Ele criticou parlamentares e prefeitos dos partidos de esquerda que não colocam seus gabinetes a serviço do povo e nem aparecem de fato nos movimentos populares.

Silvana Coelho falou da importância de desmitificar a Reforma da Previdência, anunciada pelo governo de Temer como algo bom

para os trabalhadores, e que para isso os sindicalistas devem se preparar para informar corretamente as massas populares.

Valdice Edington crê que os movimentos sociais se desviaram da sua principal ação, a de liderar o povo, ao ficarem nos gabinetes e se beneficiando do poder, nos governos de Lula e Dilma.

Gercy Rosa fez uma análise histórica do Brasil contemporâneo, concluindo que, infelizmente, a história tem se repetido e os

trabalhadores não têm avançado verdadeiramente em suas ações.

Ela conclama negros e mulheres a irem à luta.

Delsuc da Silva Machado se considerou contemplado em seu discurso pelas falas de Nivaldino Felix e Valdice Edington, e

sugeriu que os dirigentes de sindicatos e outros movimentos sociais fossem à luta nos locais de grande aglomeração popular. Ele criticou a juventude atual, percebendo-a alienada.

Cassiano Benevides de Matos, diretor da Regional Litoral Norte, afirmou que há 15 anos segue sugestão da diretora de

Organização, Ivone Alves de Azevedo de conscientizar as pessoas para a luta por melhores condições de trabalho e de igualdade social e por um Brasil mais justo.

No entanto, afirmou, “os guerreiros sindicalistas vão diminuindo e a alienação se alastrando”.

José Francisco Pereira, diretor da Regional Sisaleira, afirmou que o governo Lula fez muitos sindicalistas pensarem que tinham

chegado ao céu e com isso a força dos sindicatos nas ruas, na mobilização popular acabou caindo

. Ele ressalta que a luta é ainda mais árdua porque é preciso lutar contra a direita e também contra equívocos que são cometidos dentro da esquerda.

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