As principais doenças que afetam a saúde da mulher

As principais doenças que afetam a saúde da mulher

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As principais doenças que afetam a saúde da mulher

Ir regularmente ao médico, ter uma alimentação saudável e praticar alguma atividade física são atitudes fundamentais para garantir mais qualidade de vida e longevidade.

As vezes, com a correria do dia a dia, fica difícil conciliar família

e carreira, mas tirar alguns minutos do seu dia para cuidar

da saúde é a melhor forma de prevenir algumas das principais doenças que afetam a saúde da mulher.

Câncer de Mama

O câncer de mama é a doença que mais mata mulheres entre 35 e 54 anos em todo o mundo.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença é a que mais mata e representa 22% de novos casos a cada ano no mundo.

Apesar do número crescente e alarmante, as chances de cura da doença podem chegar a 100% dos casos, se diagnosticados e tratados na fase inicial.

O sintoma mais comum do câncer é o nódulo no seio,

acompanhado ou não de dor. Porém, as mulheres devem ficar

alertas com outros sintomas, como secreção no mamilo, alterações

na pele que recobre a mama e caroço na axila.

A obesidade pode aumentar o risco de desenvolver o câncer de mama, por isso, ter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física são recomendações básicas para prevenir e reduzir as chances de desenvolver a doença.

O autoexame não deve ser substituído pela mamografia feita por

um profissional devidamente habilitado, mas pode ajudar a

perceber alterações nas mamas. Acesse aqui e veja como fazer

corretamente o autoexame das mamas.

Endometriose

A endometriose é o acúmulo de sangue menstrual no abdômen, podendo ficar acumulado em órgãos mais distantes, como o pulmão, pleura e sistema nervoso central.

Ainda pouco conhecida entre as mulheres, a doença é responsável

por 40% dos casos de infertilidade no Brasil, segundo pesquisa

realizada pela Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE).

Entre os principais sintomas estão cólica menstrual muito forte, sangramento intenso durante a menstruação, dor durante a relação sexual e dificuldade para engravidar.

Ainda não se sabe as causas da endometriose, mas estudos

indicam que fatores genéticos, imunológicos e hormonais podem

contribuir para o seu desenvolvimento.

A endometriose não tem cura, mas existem tratamentos que proporcionam melhor qualidade de vida às mulheres, incluindo a cirurgia.

Depressão

Falta de concentração e de interesse por fazer atividades, perda da autoestima e mudanças de humor podem ser sintomas da depressão.

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde

(OMS), cerca de 350 milhões de pessoas no mundo sofrem de

depressão. Já no Brasil, estima-se que 17 milhões sofrem com a doença.

A depressão atinge mais mulheres do que homens. Não se sabe ao certo o motivo, mas estudiosos acreditam que a principal causa seja o efeito dos hormônios femininos.

A depressão pós-parto, por exemplo, atinge cerca de 10% das mães em países desenvolvidos e 20% em países em desenvolvimento.

O tratamento deve ser indicado por profissionais, mas é certo que, a prática regular de atividade física, ajuda a reduzir a ansiedade, melhora o humor e interação social.

Fibromialgia

A fibromialgia afeta sete mulheres para cada homem. Pouco

conhecida pela população, a síndrome causa dores por todo o

corpo por longos períodos, fadiga, indisposição, distúrbio do sono,

dores de cabeça e problemas de memória.

Sua principal característica é a sensibilidade ao toque e à compressão de pontos no corpo.

Mais comum em mulheres entre 30 e 55 anos, a síndrome possui

alguns fatores que podem favorecer suas manifestações, como

doenças graves, traumas emocionais ou físicos e mudanças

hormonais. Pesquisadores de todo o mundo têm estudado formas de diagnosticar a fibromialgia.

O Colégio Americano de Reumatologia, uma organização médica americana, criou alguns critérios para ajudar a identificar a fibromialgia, como dor difusa e pontos dolorosos específicos dos músculos.

Aliado a medicamentos, praticar alguma atividade física, desde que orientada e acompanhada por um profissional, ajuda no tratamento da síndrome, pois melhora a dor, o humor e proporciona mais qualidade de vida ao paciente. Consulte aqui a cartilha da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Câncer de colo de útero

O câncer de colo do útero é o segundo tumor mais comum entre as brasileiras. Ele é responsável por cerca de 230 mil mortes por ano no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

O início precoce da atividade sexual, multiplicidade de parceiros sexuais, higiene íntima inadequada, uso prolongado de

contraceptivos, tabagismo e o Papilomavírus Humano (HPV), são os principais fatores de risco da doença.

A infecção pelo HPV poderá causar alterações no colo do útero que precedem o surgimento do câncer e só podem ser identificadas através da realização do exame preventivo, o Papanicolau.

Todas as mulheres que têm ou já tiveram atividade sexual, principalmente aquelas com idade entre 25 e 64 anos, devem fazer o exame periodicamente.

Alguns sintomas podem surgir na fase inicial, como sangramento vaginal especialmente depois das relações sexuais, no intervalo entre as menstruações ou após a menopausa, corrimento vaginal de cor escura e com mau cheiro.

Nos estágios mais avançados da doença, os sintomas mais comuns são hemorragias, dores lombares e abdominais, perda de apetite e de peso.

Estudos recentes mostram que ter uma alimentação balanceada e regrada com nutrientes e vitaminas C e E podem diminuir as chances de desenvolver o câncer de colo de útero.

Além do exame preventivo, o uso da camisinha é indispensável, não apenas para prevenir o vírus HPV, mas outros agentes de doenças sexualmente transmissíveis.

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