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A Educação parou em toda a Bahia e o grito de protesto é o mesmo: Não à reforma da previdência!

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A Educação parou em toda a Bahia e o grito de protesto é o mesmo: Não à reforma da previdência!

O dia amanheceu com um brilho todo especial na quarta-feira, 15 de março, data do início da Greve Geral Nacional da Educação.

Desde as primeiras horas da manhã o sol já estava bem quente e o céu tomado de um azul peculiar, como para dar às boas-vindas aos milhares de trabalhadores em educação que começavam a chegar de todos os lugares, dos bairros de Salvador e diversas caravanas do interior, para o grande protesto contra a reforma da previdência realizado na região do Shopping da Bahia.

A euforia tomou conta dos trabalhadores em educação que se juntaram à grande massa de muitas outras categorias.

A Greve é Nacional e, na Bahia, ficou decidido que seria por dez dias. De 15 a 24 de março, a Educação parou em protesto e na luta para evitar a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, que prevê a reforma da previdência.
Nesta quarta-feira (22), a Greve Nacional chega ao sétimo dia e contou com uma agenda intensa de luta com diversas atividades e manifestações.

A Greve continua firme e forte até 24 de março!

23 de março – Quinta-feira, 9h:
PANFLETAGEM: Estação da Lapa, Estação Pirajá, Estação Ferroviária e Estação do Metrô (Iguatemi)

24 de março – Sexta-feira, 9h:
Na sexta-feira (24), encerrando os dez dias de greve da Educação será realizada uma Grande Manifestação no bairro do Caminho das Árvores. ATENÇÃO: a concentração será em frente ao Hiperbompreço (Av. ACM, ao lado do Shopping da Bahia) às 9h.
MOBILIZAÇÃO CONTINUA

No retorno às aulas, na segunda-feira (27) continuaremos com a

agenda de mobilização realizando reuniões com os pais e a

comunidade, visitando às escolas, promovendo debates e

esclarecendo a população.

DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO CONTRA A PEC 287 – SEXTA, 31 DE MARÇO

Todas as Centrais sindicais escolheram o Dia 31 de março, novo Dia Nacional de Mobilização contra a PEC 287 que propõe a Reforma da Previdência.

Em breve estaremos divulgando as atividades deste dia.

Início da Greve – A Educação cruza os braços na Bahia em protesto
Na quinta-feira (15) a manifestação foi encabeçada pela APLB-

Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia e

contou com a participação das principais centrais sindicais e das

Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, além de atender uma

convocação da CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores

em Educação.

Pela manhã, a região do Shopping Iguatemi foi tomada por dez mil trabalhadores que entoaram o mesmo grito de guerra que não cabia mais estar preso na garganta e era um só: NÃO À REFORMA DA PREVIDÊNCIA! #ForaTemer.

A comoção foi geral e os gritos, vozes e brados de protesto

conseguiram unir pessoas de diferentes idades e ideologias todos

com um único objetivo de protestar contra as medidas do atual

governo federal.

O transporte público parou e as escolas permaneceram fechadas. Ficou evidente o nível de insatisfação com a proposta sobre a aposentadoria apresentada pelo governo federal e os dez mil trabalhadores deram o seu recado ao Planalto exibindo faixas, cartazes, usando apitos, gritando palavras de ordem como #ForaTemer #NãoaReformaDaPrevidência

A tarde:

Educadores baianos tomaram as ruas do centro da cidade para gritar contra a reforma da previdência. Quarenta mil pessoas na manifestação!

A tarde o Centro de Salvador ficou pequeno para abraçar a grande multidão que tomou conta das ruas.

Quarenta mil pessoas juntas, em uma única voz gritaram o #ForaTemer e fizeram a Avenida Sete ferver, quando os profissionais da Educação das redes estadual e municipais do Estado da Bahia, estudantes e trabalhadores de diversas categorias e entidades sindicais, realizaram uma grande manifestação da Greve Nacional da Educação, que protesta contra as reformas da previdência e trabalhista e o cumprimento do Piso Salarial.

Milhares de pessoas de todas as idades e classes sociais tomaram as ruas para participar da manifestação.

A mobilização foi iniciada com a concentração na Praça do Campo Grande, de onde a caminhada seguiu ganhando cada vez mais participantes até chegar à Praça Castro Alves, aonde chegou já no início da noite.

Essa é a marca da APLB-Sindicato! Que luta e protesta em defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras em educação.
A Greve Nacional continua até 24 de março.

Mas, o que temer?

Resumidamente, a reforma, apresentada ao Congresso Nacional pela presidência da República no final de 2016, quer estabelecer a idade mínima de 65 anos e, pelo menos, 25 anos de contribuição ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) para que uma brasileira ou um brasileiro consiga se aposentar.

Pela regra atual, os homens podem pedir aposentadoria com 35 anos de contribuição ou 65 anos de idade e as mulheres têm direito ao benefício com 30 anos de contribuição ou 60 anos de idade.

Para pedir a aposentadoria por idade, é preciso ter contribuído por, no mínimo, 15 anos.

Se a proposta for aprovada, também deixará de existir a chamada aposentadoria especial, que reduz a idade e o tempo mínimos de contribuição no caso de pessoas que ocupam cargos com os quais ficam expostos a agentes nocivos à saúde.

Entre os que têm direito a ela estão os professores da Educação Básica.

A proposta tem gerado muito descontentamento entre os trabalhadores, especialmente entre os educadores.

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