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Juro do cartão de crédito e do cheque especial continua acima de 300% ao ano

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cartão de crédito
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Juro do cartão de crédito e do cheque especial continua acima de 300% ao ano

Recentemente, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que é importante a queda dos juros do cheque especial, uma das modalidades mais caras do país, e acrescentou que o Banco Central está estudando “várias coisas” sobre esse assunto.

A recomendação de economistas é que os clientes bancários também substituam essa modalidade por linhas mais baratas,

como, por exemplo, o crédito consignado, em que as prestações do empréstimo são descontadas da folha de pagamentos.

Juros bancários médios
De acordo com o Banco Central, os juros médios nas operações

de crédito com recursos livres (sem contar BNDES, crédito rural e

imobiliário) atingiram 55,1% ao ano em dezembro, no caso dos

empréstimos para pessoas físicas, uma queda de 17,3 pontos

percentuais em relação ao fim de 2016, quando eram de 72,4% ao ano, também na média).

cartão de crédito
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No caso dos empréstimos para as empresas, também com recursos livres, a taxa somou 21,5% ao ano em dezembro do ano

passado, com recuo de 6,6 pontos percentuais na comparação com o fechamento de 2016 (28,1% ao ano).

Também caiu, no ano passado, a taxa média de todas as operações (pessoas físicas e jurídicas), para 40,3% ao ano,

contra 52,2% ao ano em dezembro de 2016 – uma queda de 11,9 pontos percentuais em 2017.

‘Spread’ bancário

Como os juros bancários recuaram em 2017, o chamado “spread bancário” (diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e o que cobram de seus clientes) também caiu no ano passado.

No caso das operações com pessoas físicas, o “spread” recuou 14 pontos percentuais em 2017, para 46,2 pontos.

Apesar da queda, esse índice ainda é elevado quando comparado à média praticada pelos bancos em outros países.

O “spread” é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos

compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros.

Dados do BC mostram que os quatro maiores conglomerados bancários – Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa

Econômica Federal – detinham, no fim de 2016, 78% de todas as operações de crédito feitas por instituições financeiras no país e também 76% dos depósitos.

Taxa de inadimplência
Dados do Banco Central mostram que a taxa de inadimplência caiu no ano passado.

Em dezembro de 2017, a taxa de inadimplência geral, nas

operações com recursos livres (exclui crédito imobiliário, rural e

do BNDES), somou 4,9%, contra 5,7% em dezembro de 2016.

Considerando a inadimplência com recursos livres para pessoas físicas, porém, também houve queda no ano passado, para 5,2%, contra 6% em dezembro de 2016.

No caso das operações com empresas, a taxa de inadimplência caiu de 5,2% no fim de 2016 para 4,5% no fechamento do último ano.

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