Sindicalistas contra reformas de Temer

Sindicalistas contra reformas de Temer

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Além das reformas previdenciária e trabalhista, os sindicalistas vão incluir na pauta da greve a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241

Participaram sindicalistas representantes dos trabalhadores dos portos, aeroportos, ferrovias e rodovias e sistemas viários urbanos de todos os Estados do país.

A data da paralisação, provavelmente dia 10 de novembro, será confirmada na reunião de quarta.

O engajamento dos trabalhadores dos transportes faz parte da estratégia para dar a maior visibilidade possível à greve geral.

“São metroviários, condutores, aeroviários, portuários e outras categorias do setor, que é estratégico. sindicalistas

O transporte tem importância muito grande, pois chama a atenção de todas as pessoas para o debate que está acontecendo no Congresso”, disse Juruna.

Além das reformas previdenciária e trabalhista, os

sindicalistas vão incluir na pauta da greve a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)

241, que cria um teto de gastos para os governos.

“O slogan é ‘nenhum direito a menos’ e com a decisão de hoje o movimento se encaminha

para a greve geral”, disse o diretor executivo da CUT, Julio Turra.

Além de Força e CUT, participaram da reunião no Departamento Intersindical de

Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em São Paulo, representantes de todas as

demais centrais sindicais exceto a Conlutas, ligada do PSTU.

Taxa de juros

Nesta terça-feira, 18, cerca de mil manifestantes, segundo contagem de Juruna, reuniram-

se em frente à regional do Banco Central (BC), na Avenida Paulista, e protestaram por

pouco mais de uma hora contra a elevada taxa básica de juro (Selic).

Não por coincidência, a manifestação foi convocada para esta terça-feira, que marca o primeiro de dois dias do 202º Comitê de

Política Monetária (Copom) que deverá, segundo expectativas de analistas do mercado,

iniciar um ciclo de cortes da Selic após 15 meses sendo mantida em 14,25% ao ano.

“A manifestação foi pela redução da taxa de juro investimento nas áreas produtivas”, disse Juruna.

De acordo com o sindicalista, independente de o colegiado poder iniciar na quarta uma

trajetória de cortes na taxa de juro de referência da economia, a sociedade precisa de uma

demonstração real de que o governo está e vai tomar medidas que venham a valorizar o

setor produtivo.

Juruna, que falou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, em

nome da Força Sindical (à qual pertence), CUT, UGT, CSB, NCST e CTB, disse ter

consciência da existência da defasagem temporal de seis a nove meses entre uma decisão

de política monetária e seu efeito na economia.

Mas reiterou a necessidade de mobilizar a sociedade para que apoie o movimento pela redução da taxa de juro no longo prazo.

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