Temer deve editar em outubro medida provisória da reforma trabalhista

Temer deve editar em outubro medida provisória da reforma trabalhista

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O peemedebista se reuniu com ministros e sindicalistas nesta segunda-feira (11) no Palácio do Planalto.

O presidente Michel Temer pretende editar em outubro medida provisória com ajustes na reforma trabalhista, cujas regras passarão a valer em novembro.

A ideia, manifestada em reunião nesta segunda-feira (11), é antecipar a iniciativa para evitar que as mudanças nos direitos trabalhistas passem a vigorar sem as salvaguardas aos trabalhadores que foram negociadas com o Senado Federal.

O peemedebista se reuniu com ministros e sindicalistas nesta segunda-feira (11) no Palácio do Planalto. A minuta da medida provisória será enviada aos partidos da base aliada ainda neste mês.

A intenção é de que, em um prazo de trinta dias, haja um consenso para que seja assinada pelo presidente no início da segunda quinzena de outubro.

“A ideia é não ter mais um motivo de tensão.

Nós temos de distensionar a relação e iniciar um diálogo para convencer deputados e senadores sobre a necessidade da contribuição”, disse o presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah.

Segundo relatos de presentes no encontro, o ministro Henrique

Meirelles (Fazenda) se mostrou favorável à regulamentação da

contribuição assistencial. A proposta é defendida pelas centrais

sindicais como uma alternativa de financiamento com o fim do

imposto sindical.

A intenção é de que ela seja facultativa e o valor definido por

meio de assembleias e convenções, com o estabelecimento de um

quorum mínimo.

Pela regra, 60% da arrecadação seria destinada ao sindicato que

realizou a negociação e o restante seria divido entre federação,

confederação e central sindical às quais o sindicato é filiado.

Além da contribuição assistencial, outros pontos que devem ser alterados são o impedimento que as empresas demitam trabalhadores para recontratá-los por contrato de trabalho intermitente, impondo uma quarentena de 18 meses.

Ela deve ainda manter a proibição ao trabalho de grávidas e lactantes em ambientes que ofereçam perigo ou risco à saúde dos bebês, como na legislação em vigor e que foi modificada pela reforma trabalhista. Com informações da Folhapress.

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